consideramos que as civilizações, bem como as teorias de civilização, humanas não passam de sistemas altamente complexos, em que, para lá de energia, força, trabalho, se transmitem valores, ideias, cultura. como sistemas, e até prova em contrário, obedecem ao princípio da entropia, quer dizer, em toda a transmissão há perda, até se chegar ao ponto, mais ou menos cedo, em que o sistema finalmente falha. e, assim, impérios foram caindo, sistemas políticos foram-se substituindo até chegarmos ao presente. necessariamente, chegará o ponto de ruptura e assim por aí em diante. se (quando?) chegarmos ao fim da evolução dos sistemas humanos, restará o mero caos absoluto, antítese plena da civilização, logo, sem ordem, logo, sem entropia, logo, sem o dispositivo de auto-destruição. depois do caos não haverá lugar para a redenção, para o retorno a uma qualquer ordem. o caos é o fim silencioso para lá do descer do pano.

manifesta o teu desagrado, mas à tua responsabilidade... depois não te queixes.