nunca fui seduzido pela ideia de possuir um smartphone. para já, porque não acho que o sexo entre humanos e máquinas deva ser muito agradável. depois, porque não vejo, nas potencialidades que tal mecanismo oferece, qualquer mais-valia para o meu quotidiano.
há, no entanto, uma ínfima ocasionalidade estatística, breves momentos em que desejaria não estar a usar uma versão tão básica destes mecanismos da disponibilização da comunicação a todo o instante, mesmo que ninguém tenha propriamente nada para dizer. ocorrem, esses instantes, quando queria tirar uma fotografia a um qualquer caricato lampejo da realidade.
por exemplo, ontem, ao deslocar-me aos lavabos do maia jardim, reparei que a secção dos urinóis estava com metade, ou cerca disso, dos ditos cujos receptáculos de resíduos líquidos inutilizados. obviamente, isso não mereceria nenhuma fotografia. mas um aviso com os seguintes dizeres:
FORA DE SERVIÇO
POR FAVOR, DIRIJA-SE AOS ELEVADORES
Pedimos desculpa pelo incómodo
ora bem, isso já seria de registar...
